Como funciona a reciclagem de RCC na prática?
- retroambientalrs
- 20 de jan.
- 3 min de leitura

Escrito por Betina Silva
Durante muito tempo, o RCC foi tratado apenas como entulho, um subproduto inevitável das obras. Hoje, esse entendimento mudou. O RCC passou a ser reconhecido como recurso técnico, insumo reciclável e ativo estratégico dentro da lógica da economia circular da construção civil.
A reciclagem de Resíduos da Construção Civil não é apenas uma prática ambientalmente correta — ela é tecnicamente viável, economicamente vantajosa e cada vez mais exigida por lei.
O que são Resíduos da Construção Civil (RCC)
Os RCC são gerados em atividades de:
Construção
Reforma
Ampliação
Demolição
Terraplenagem
Incluem materiais como:
Concreto
Argamassa
Tijolos e blocos
Pavimentos
Solos e restos de obras civis
Quando descartados de forma inadequada, esses resíduos geram passivos ambientais, custos legais e riscos operacionais.Quando corretamente geridos e reciclados, tornam-se agregados reciclados com aplicação normatizada em obras.
Como funciona o processo técnico de reciclagem de RCC
A reciclagem de RCC envolve um fluxo técnico rigoroso, que garante qualidade, rastreabilidade e segurança de uso dos materiais gerados.
1. Recebimento e triagem técnica
Os resíduos são recebidos em áreas licenciadas e passam por triagem para:
Separação de contaminantes
Remoção de materiais não recicláveis
Classificação por tipo de resíduo
Essa etapa é crítica: resíduos contaminados comprometem todo o processo e elevam custos.
2. Britagem controlada
Após a triagem, o RCC é triturado em equipamentos específicos, dimensionados para garantir:
Granulometria adequada
Redução controlada do material
Uniformidade dos agregados
3. Classificação granulométrica
O material britado passa por peneiramento e separação por tamanho, permitindo aplicações técnicas específicas em obras.
4. Geração de agregados reciclados
O processo resulta na produção de:
Brita reciclada
Areia reciclada
Pedrisco reciclado
Esses materiais possuem uso real, técnico e normatizado, especialmente em obras de infraestrutura.
Onde os agregados reciclados podem ser utilizados
Os agregados reciclados de RCC são amplamente utilizados em:
Base e sub-base de pavimentação
Regularização e estabilização de terrenos
Obras viárias
Infraestrutura urbana
Obras públicas
Obras privadas
Acessos, estacionamentos e vias internas
Além de manter desempenho técnico adequado, esses materiais reduzem custos diretos de obra e diminuem a dependência de recursos naturais virgens.
Benefícios da reciclagem de RCC
Benefícios ambientais
Redução do volume de resíduos destinados a aterros
Menor extração de brita e areia natural
Redução de impactos ambientais diretos
Diminuição das emissões de CO₂ associadas à extração e transporte
Benefícios econômicos
Redução dos custos de descarte
Redução dos custos de aquisição de materiais
Otimização logística
Maior previsibilidade operacional
Menor dependência de insumos externos
Benefícios legais e estratégicos
Conformidade com a legislação ambiental
Atendimento a exigências de licitações públicas
Facilidade em auditorias ambientais
Melhoria da imagem institucional
Diferencial competitivo em obras e contratos
Reciclagem de RCC é obrigatória?
A legislação brasileira exige destinação ambientalmente adequada dos RCC. Sempre que houver tecnologia disponível e viabilidade técnica, a reciclagem é a solução preferencial.
Na prática, o mercado vem se tornando mais rigoroso:
Licitações exigem comprovação de reciclagem
Órgãos ambientais intensificam fiscalizações
Grandes empresas exigem rastreabilidade e relatórios
Obras precisam comprovar conformidade ambiental
Quem é responsável pelo RCC?
A responsabilidade legal pelo RCC é do gerador do resíduo, que pode ser:
Construtora
Empreiteira
Incorporadora
Proprietário da obra
Órgão público
Contratar uma empresa licenciada não transfere a responsabilidade — transfere a solução técnica e operacional, desde que haja comprovação adequada.
Erros que comprometem a reciclagem de RCC
Algumas práticas inviabilizam a reciclagem e geram custos adicionais:
Misturar RCC com lixo comum
Contaminar resíduos recicláveis
Não segregar na origem
Contratar empresas sem licença ambiental
Não exigir comprovantes e relatórios
Esses erros aumentam riscos legais, operacionais e financeiros.
O papel das usinas de reciclagem de RCC
As usinas licenciadas são o centro da economia circular da construção civil.
Elas:
Recebem e processam o entulho
Aplicam tecnologia adequada
Transformam resíduos em insumos
Garantem rastreabilidade
Reduzem impactos ambientais regionais
A operação de uma usina exige licenciamento, tecnologia, controle técnico e gestão especializada.
Economia circular aplicada à construção civil
A reciclagem de RCC fecha o ciclo produtivo:
Obra → Resíduo → Reciclagem → Novo material → Nova obra
Esse modelo:
Reduz desperdício
Aumenta eficiência
Gera sustentabilidade real
Cria cidades mais resilientes
Não é discurso. É prática operacional.
Por que escolher uma empresa especializada em RCC
Uma empresa séria de gestão e reciclagem de RCC oferece:
Operação licenciada
Controle técnico do processo
Relatórios e comprovação
Logística integrada
Reaproveitamento real dos materiais
Isso diferencia gestão de resíduos de descarte comum.
Conclusão: RCC não é problema. É oportunidade.
Tratar o RCC como entulho é uma visão ultrapassada. Tratar como recurso é gestão moderna, eficiente e responsável.
Empresas e municípios que adotam essa abordagem:
Reduzem custos
Atendem à legislação
Ganham eficiência operacional
Geram impacto ambiental positivo
Autoridade técnica no Rio Grande do Sul
A Retroambiental RS atua diretamente na reciclagem de RCC com operação licenciada, processos técnicos consolidados e compromisso real com a economia circular, contribuindo para obras mais sustentáveis em todo o Rio Grande do Sul.




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