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Por que separar o lixo em casa é fundamental para o futuro do RS e do planeta

  • Foto do escritor: retroambientalrs
    retroambientalrs
  • 26 de nov. de 2025
  • 5 min de leitura

Escrito por Betina Silva

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Guia completo para a população entender o impacto real da separação correta dos resíduos


Separar corretamente o lixo em casa é uma das atitudes mais simples, baratas e poderosas para proteger o meio ambiente, reduzir impactos nas cidades e promover a economia circular. Mesmo assim, grande parte da população ainda não sabe exatamente por que isso é tão importante — ou o que muda, na prática, quando cada pessoa faz a sua parte.

No Rio Grande do Sul, esse hábito se torna ainda mais urgente. O estado enfrenta desafios históricos na gestão de resíduos, impactos das enchentes e aumento expressivo na geração de lixo doméstico. O resultado disso? Aumenta a pressão sobre os aterros, cresce o desperdício de materiais recicláveis e piora a qualidade de vida nas cidades.

Mas existe um caminho melhor — e começa dentro da sua casa.

 

1. Separar o lixo é o primeiro passo da Economia Circular

A economia circular é um modelo de reaproveitamento contínuo dos materiais. Em vez de extrair, usar e descartar, prioriza-se reutilizar, reciclar e reintegrar os resíduos ao ciclo produtivo.

Quando você separa o lixo corretamente:

  • materiais recicláveis voltam para a indústria;

  • o que poderia virar poluição se transforma em matéria-prima;

  • recursos naturais deixam de ser explorados;

  • menos lixo é enviado para aterros e rios.

É literalmente transformar resíduo em recurso, algo que faz parte do DNA da Retroambiental RS ao operar tanto a usina de RCC do Consórcio Prósinos quanto a Central de Triagem de RSU de São Leopoldo .

 

2. A separação correta garante que a reciclagem realmente aconteça

O maior mito sobre reciclagem é: “Tudo acaba misturado no caminhão.” Isso não é verdade quando o município possui operação de triagem e reciclagem — e o exemplo de São Leopoldo prova isso.

Desde a inauguração da Central de Triagem de RSU operada pela Retroambiental RS, o índice de reciclagem da cidade subiu de 8% para 14% em apenas um ano — mais que o triplo da média nacional (4%) .

Mas esse avanço só foi possível porque os resíduos chegaram minimamente separados das casas.

Quando o lixo reciclável vai misturado com orgânico, ele contamina e perde valor. Ou seja: aquilo que poderia ser reciclado se transforma em rejeito e acaba indo para o aterro.

Separar em casa significa:

  • mais resíduos recuperados,

  • menos toneladas enviadas para aterros,

  • mais empregos na cadeia da reciclagem,

  • fortalecimento da economia local.

 

3. Reduz enchentes, evita mau cheiro e melhora a qualidade de vida

Grande parte dos alagamentos urbanos acontece porque resíduos mal descartados entopem bueiros, arroios e canais. A separação do lixo — associada ao descarte correto — reduz diretamente esses problemas.

Quando recicláveis são destinados adequadamente:

  • menos resíduos chegam às ruas;

  • menos sacolas se rompem;

  • menos plástico e papel voam com o vento;

  • menos lixo para parar nos sistemas de drenagem.

E quando orgânicos são separados:

  • há menos chorume, menos mau cheiro e menos proliferação de insetos.

Separar corretamente em casa é uma grande ação de saúde pública.

 

4. Ajuda a diminuir custos para o município — e para toda a população

Enviar resíduos para aterro é caro. Muito caro.

Quando recicláveis são misturados com orgânicos:

  • o município paga mais para transportar e descartar;

  • perde materiais recicláveis que poderiam gerar renda;

  • reduz a vida útil dos aterros;

  • aumenta os custos da gestão pública.

Com a operação avançada da Central de Triagem, a Retroambiental RS consegue recuperar mensalmente entre 700 e 800 toneladas de recicláveis, reduzindo drasticamente os custos de destinação final para a cidade e garantindo mais eficiência na gestão dos resíduos .

Quanto mais famílias colaboram, mais eficiente e barata fica a gestão pública.

 

5. Reduz a pressão sobre aterros sanitários — que estão no limite

Aterros sanitários têm vida útil limitada. O crescimento do lixo urbano no Brasil coloca muitos aterros em risco de esgotamento — o que significa aumento de tarifas, transporte para aterros distantes e mais impacto ambiental.

Separar o lixo em casa:

  • diminui o volume de rejeitos enviados aos aterros;

  • prolonga sua vida útil;

  • reduz emissões de gases como metano;

  • evita a necessidade de novos aterros.

É uma contribuição ambiental e econômica gigantesca.

 

6. Gera emprego e renda para centenas de famílias

A cadeia da reciclagem é uma das maiores geradoras de oportunidades no país.

Em São Leopoldo, somente na operação de RSU, a Retroambiental RS:

  • emprega diretamente mais de 50 colaboradores,

  • gera cerca de 100 postos de trabalho indiretos,

  • prioriza a contratação de profissionais da comunidade local e em situação de vulnerabilidade .

Separar o lixo em casa contribui para essa engrenagem social e econômica: um resíduo bem separado tem valor — e valor gera trabalho.

 

7. Contribui para reduzir impactos ambientais e combate às mudanças climáticas

Quando reciclamos:

  • reduzimos a extração de minérios, petróleo e madeira;

  • diminuímos o uso de energia na produção industrial;

  • evitamos emissões de CO₂ e metano;

  • diminuímos a poluição de rios e oceanos.

No caso de resíduos da construção civil (RCC), por exemplo, a Retroambiental RS transforma entulhos em brita, areia e pedrisco reciclados usados em novas obras, promovendo economia circular e reduzindo impactos ambientais do setor da construção civil .

Separar o lixo doméstico é o início de um ciclo de sustentabilidade que impacta positivamente todo o ecossistema.

 

8. Separar o lixo em casa é simples: comece por 3 frações

A Central de Triagem operada pela Retroambiental RS trabalha com separação moderna e eficiente em três frações:


1. Recicláveis secos

  • Plásticos

  • Papel e papelão

  • Metais

  • Vidros

2. Orgânicos

  • Restos de alimentos

  • Cascas

  • Borra de café

3. Rejeitos

Tudo aquilo que não pode ser reciclado nem compostado:

  • papel higiênico

  • fraldas

  • bitucas

  • esponjas

  • materiais contaminados

Essa organização simples permite que o processo de triagem seja mais eficiente e econômico para todo o município.

 

9. Seu impacto individual faz diferença — e mais do que você imagina

Se uma única família separar corretamente o lixo durante um mês, ela pode:

  • evitar que 10 a 30 kg de recicláveis virem rejeito;

  • evitar que resíduos entupam bueiros;

  • reduzir emissões de gases de efeito estufa;

  • contribuir para manter a cidade mais limpa e sustentável.

Agora imagine um bairro. Imagine uma cidade inteira. Imagine um estado.

O impacto é gigantesco e começa na sua casa.

 

10. O compromisso da Retroambiental RS com o futuro do estado

A Retroambiental RS não só defende a separação correta dos resíduos como opera duas das mais importantes estruturas de reciclagem do Rio Grande do Sul:

✔ Usina de Reciclagem de RCC do Consórcio Prósinos

Transformando entulhos em agregados reciclados de alta qualidade. Promovendo economia circular em obras públicas e privadas.

✔ Central de Triagem de RSU de São Leopoldo

Processando todo o lixo doméstico da cidade. Recuperando 14% dos recicláveis. Operando com tecnologia avançada e impacto social real.

Essas operações reafirmam nosso compromisso com o meio ambiente, a sustentabilidade urbana e o desenvolvimento das cidades da região do Vale do Sinos.

Conclusão: separar o lixo em casa é um ato de respeito com seu município — e com as próximas gerações

Separar corretamente os resíduos não é apenas um hábito. É uma atitude cidadã, responsável e essencial para:

  • reduzir o impacto ambiental

  • melhorar a qualidade de vida

  • fortalecer a economia local

  • gerar empregos

  • evitar enchentes

  • economizar recursos públicos

  • proteger o futuro do RS

E você faz parte desse movimento.

 

Retroambiental RS — Gestão de Resíduos

Compromisso com o meio ambiente e com o Rio Grande do Sul. Desde 2012, transformando resíduos em soluções sustentáveis e promovendo a economia circular em toda a região.

 
 
 

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