Redução de Custos com Resíduos: 5 Estratégias de Gerenciamento que sua Empresa no RS Pode Implementar Hoje
- retroambientalrs
- 16 de dez.
- 3 min de leitura
Escrito por Betina Silva

A gestão de resíduos é frequentemente vista como um custo operacional inevitável. No entanto, para as indústrias e empresas no Rio Grande do Sul, uma gestão inteligente pode se transformar em uma poderosa ferramenta de redução de despesas e até mesmo de geração de receita.
A chave é mudar a mentalidade de "descarte" para "otimização". Veja 5 estratégias de gerenciamento de resíduos que você pode implementar hoje para impactar positivamente o caixa da sua empresa:
1. Mapeamento e Auditoria de Resíduos (A Base da Economia)
Você só pode reduzir o custo do que você mede. O primeiro passo crucial é realizar uma auditoria detalhada de resíduos.
O Que Fazer:
Identifique a Origem: Determine onde e como cada tipo de resíduo é gerado (setor, processo, hora).
Classifique Corretamente: Use a NBR 10004 para garantir que os resíduos perigosos (Classe I) e não perigosos (Classe II) estejam corretamente separados. Por que isso economiza? Um erro de segregação pode contaminar resíduos Classe IIB (não inertes) limpos, forçando você a destiná-los como Classe I ou Classe IIA, que possuem custos de tratamento exponencialmente mais altos.
2. Minimização na Fonte (Reduzir Antes de Gerar)
A forma mais eficaz de reduzir custos é simplesmente produzir menos resíduos.
O Que Fazer:
Reengenharia de Processos: Analise se é possível utilizar matérias-primas com maior aproveitamento ou que resultem em subprodutos mais valiosos.
Treinamento de Equipe: Muitos resíduos são gerados por práticas operacionais inadequadas. Invista em treinamento para que os colaboradores usem o material de forma mais eficiente e façam a segregação na fonte com rigor.
Substituição de Materiais: Se possível, substitua materiais descartáveis ou de difícil reciclagem por alternativas de baixo impacto ou com logística reversa mais simples.
3. Segregação Rigorosa e Venda de Materiais Recicláveis
Materiais como papelão, plásticos (PET, PEAD), metais e sucata limpa não devem ser destinados para aterro – eles são ativos.
O Que Fazer:
Implemente Pontos de Coleta Seletiva Industrial: Crie pontos de coleta visíveis e padronizados com as cores corretas, incentivando o descarte limpo e homogêneo.
Gere Receita: Separe os recicláveis por tipo e densidade. Materiais limpos e bem separados possuem maior valor de mercado, transformando um custo de descarte em uma receita extra para a empresa.
Atenção: Resíduos contaminados (ex: papelão com óleo ou graxa) não podem ser vendidos como recicláveis e precisam de tratamento específico, o que reforça a importância da Segregação Rigorosa.
4. Otimização do Armazenamento e da Frequência de Coleta
O custo do transporte e da coleta de resíduos é fixo por volume ou frequência. Otimizar esse processo reduz a sua conta.
O Que Fazer:
Use Compactadores e Prensas: Para materiais de grande volume (papelão, plásticos), a compactação reduz o número de coletas necessárias, diminuindo drasticamente os custos logísticos.
Gerencie o Estoque de Resíduos: Garanta que os tambores e containers estejam sempre cheios antes de solicitar a coleta. Coletas parciais aumentam o custo por quilo de resíduo destinado.
5. Parceria com uma Gestora de Resíduos Certificada (Retroambiental RS)
A estratégia mais importante para garantir a economia de forma sustentável é ter um parceiro logístico e de destinação que ofereça eficiência, segurança e preço justo.
A Retroambiental RS atua diretamente na redução de seus custos através de:
Otimização Logística: Planejamos rotas de coleta no RS que maximizam o volume e minimizam o custo por viagem, garantindo a pontualidade.
Destinação Certa pelo Preço Certo: Graças à nossa vasta rede de parceiros e conhecimento técnico, garantimos que seu resíduo seja destinado ao tratamento ambientalmente correto mais econômico possível (ex: enviar Classe II para aterro Classe II, e não para o mais caro aterro Classe I, quando aplicável).
Conformidade Fiscal: Evitamos multas e bloqueios operacionais (que são os maiores custos indiretos!) ao garantir que toda a destinação esteja 100% legalizada e documentada.




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